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O Início da República no Brasil

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O Início da República no Brasil – Brasil República

Com a saída de D. Pedro II do governo, o novo regime republicano escolheu como governante, até a eleição, o Marechal Deodoro da Fonseca. Em 1891 foi promulgada uma Constituição que, entre outras coisas acabava por completo com o Poder Moderador, com o voto censitário completo “de acordo com a renda” e permitia a liberdade religiosa.

A presidência coube ao Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, alagoano, fundador do clube Militar, aclamado generalíssimo. O primeiro ministério era composto de republicanos históricos, homens que haviam participado ativamente das lutas.

Para a Justiça foi escolhido Campos Sales, líder republicano realista de São Paulo; para o Interior, Aristides Lobo, republicano histórico substituído por Cesário Alvim, primeiro governador provisório de Minas Gerais; para a Fazenda Rui Barbosa, republicano recente; para a Guerra tenente-coronel Benjamin Constant Botelho de Magalhães, substituído pelo Marechal Floriano Peixoto; para a Marinha, chefe-de-esquadra Eduardo Wandenkolk, com grande prestígio em sua arma; para Relações Exteriores, Quintino Bocaiuva, da velha corrente republicana; para Agricultura, Comércio e Obras Públicas, Demétrio Ribeiro, positivista gaúcho, substituído depois por Francisco Glicério, político paulista. Mais tarde, seria criado o Ministério da Instrução Pública, Correios e Telégrafos, de efêmera existência, que foi entregue a Benjamin Constant.

Para o Ministério da Fazenda foi escolhido Rui Barbosa, que lançou um plano econômico para tirar o Brasil da crise econômica e promover a industrialização do país. Investiu-se em bancos e foram emitidos uma grande quantidade de dinheiro para fazer empréstimos para novas empresas e grande parte desse dinheiro foi colocado na Bolsa de Valores, o que incentivou a especulação financeira e o aumento da inflação, levando o país a uma séria crise econômica, que ficou conhecida como Encilhamento.

O Marechal Deodoro, não suportando a pressão do Congresso, renunciou em 1891, assumindo em seu lugar o vice-presidente Floriano Peixoto, contradizendo a Constituição que dizia que quando um presidente renunciasse antes de completar dois anos de mandato, seriam convocadas novas eleições.

Floriano governou até 1894 mas enfrentou duas revoltas: os Federalistas do Rio Grande do Sul e a Revolta da Marinha, mas os revoltosos foram rapidamente derrotados pelas tropas do governo.
Esse período inicial, de implantação e consolidação da República no Brasil (1889/1894), ficou conhecido como República da Espada e a partir de 1894, com a implantação de civis no poder, configurou-se a República das Oligarquias, que durou até 1930.

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