Saúde

Pílula do Dia Seguinte – Benefícios, Riscos e Efeitos Colaterais

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Como usar a Pílula do Dia Seguinte (Anticoncepção de Emergência) – Saiba seus Benefícios e Efeitos Colaterais

O que é a Pílula do Dia Seguinte?

A Pílula do Dia Seguinte é um Anticoncepcional de Emergência, ou seja, é um método anticonceptivo que pode evitar a gravidez após a relação sexual. Ele utiliza compostos hormonais concentrados e por curto período de tempo, nos dias seguintes da relação sexual. Diferente de outros métodos anticonceptivos, a pílula do dia seguinte tem a indicação reservada a situações especiais ou de exceção, com o objetivo de prevenir gravidez inoportuna ou indesejada. A maior parte das marcas, vendidas na farmácia como as genéricas estão disponíveis sem a necessidade de receita médica.

Quando é indicado seu uso?

A pílula do dia seguinte é prevenir gravidez inoportuna ou indesejada após relação que, por alguma razão, foi desprotegida. Entre as principais indicações está relação sexual sem uso de método anticonceptivo, falha conhecida ou presumida do método em uso de rotina, uso inadequado do anticonceptivo e abuso sexual. Entre as falhas dos anticonceptivos, podem-se citar rompimento do preservativo, algo bastante comum, ou deslocamento do diafragma.

Como é feita a Anticoncepção de Emergência?

  1. A primeira, conhecida como regime ou método de Yuzpe, utiliza anticonceptivos hormonais orais combinados (AHOC) de uso rotineiro em planejamento familiar e conhecidos como “pílulas anticoncepcionais”. O método de Yuzpe consiste na administração combinada de um estrogênio e um progestágeno sintético, administrados até cinco dias após a relação sexual desprotegida. A associação mais estudada, recomendada pela Organização Mundial de Saúde, é a que contém etinil-estradiol e levonorgestrel.
  2. A segunda forma de realizar a Anticoncepção de Emergência é com o uso de progestágeno isolado, o levonorgestrel, na dose total de 1,5mg, dividida em 2 comprimidos iguais de 0,75mg, a cada 12 horas, ou 2 comprimidos de 0,75mg juntos, em dose única. Como exemplos comerciais, pode-se prescrever postinor-2®, ou norlevo®, ou pilem®, ou pozato®, ou nogravid®, ou poslov®, 1 comprimido a cada 12 horas ou 2 comprimidos em dose única.

Um dado importante é a constatação de que a administração do levonorgestrel, em dose única ou a cada 12 horas, apresenta eficácia semelhante para prevenir a gestação. Os resultados sobre eficácia são absolutamente claros para que se afirme que a pílula do dia seguinte deva ser administrada tão rápido quanto possível e, preferentemente, em dose única dentro dos cinco dias que sucedem a relação sexual.

De quanto em quanto tempo é possível tomá-la?

É necessário lembrar que o uso repetitivo ou frequente da pílula do dia seguinte compromete sua eficácia, que será sempre menor do que aquela obtida com o uso regular do método anticonceptivo de rotina, por isso, não utilize mais que 1(uma) vez ao ano.

Quais são os efeitos colaterais da Anticoncepção de Emergência?

Os efeitos secundários mais frequentes para as mulheres que usam a pílula do dia seguinte são náuseas, em 40 a 50% dos casos, e vômito, em 15 a 20%. Esses efeitos podem ser minimizados com o uso de antieméticos cerca de uma hora antes da tomada da pílula. Mas não está claro que se consiga reduzir a incidência de náuseas e vômitos associando a pílula do dia seguinte com alimentos. Outros efeitos secundários podem ocorrer, embora com menor frequência. Cefaleia, dor mamária e vertigens são de curta duração e têm remissão espontânea nas primeiras 24 após o uso da pílula do dia seguinte. De modo geral, a pílula do dia seguinte é bem tolerada pela maioria das mulheres e, excepcionalmente, ocorrem efeitos indesejáveis mais intensos ou severos.

Existem contra-indicações para a Anticoncepção de Emergência?

A única contra-indicação absoluta para a pílula do dia seguinte, segundo a Organização Mundial da Saúde, é a gravidez confirmada. Excetuando-se esta condição, todas as mulheres podem usar o método com segurança, mesmo aquelas que, habitualmente, tenham contra-indicações ao uso de anticoncepcionais hormonais combinados. Mulheres com antecedentes de acidente vascular cerebral, tromboembolismo, enxaqueca severa ou diabetes com complicações vasculares, são classificadas na categoria 2 da Organização Mundial da Saúde, que recomenda precauções. Nesses casos, a pílula do dia seguinte pode ser realizada, preferentemente, substituindo-se o método de Yuzpe pelo levonorgestrel.

Existem riscos de a Anticoncepção de Emergência (pílula do dia seguinte) ser usada de forma abusiva ou descontrolada?

A Anticoncepção de Emergência não oferece qualquer proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis (DST) ou contra o vírus da imunodeficiência humana (HIV).  Contudo, este não é problema exclusivo ou específico da pílula do dia seguinte. Todos os demais métodos anticoncepcionais, com exceção dos preservativos masculino e feminino, enfrentam a mesma limitação e também não protegem contra as DST/HIV.

Em caso de acidente com o preservativo, como rompimento ou deslocamento, a pílula do dia seguinte constitui a única e última alternativa para evitar a gravidez.

A fim de não comprometer a eficácia é bom evitar o seu uso repetitivo ou frequente da pílula do dia.

Vídeo Informativo – Pílula do Dia Seguinte por Dr. Drauzio Varella

Fonte: Ministério da Saúde

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